NÃO PAGAREMOS PELA CRISE!

Abril 13, 2009 · Deixe um comentário

O ano de 2009 começa marcado por um debate inevitável: a crise do sistema capitalista. A repercussão global da depressão financeira nos EUA já provoca prejuízos maiores do que as “marolas” previstas pelo governo Lula. As mais de 8.800 demissões por dia no País mostram que, mesmo com diferenças locais, a crise está em todos os lugares. A educação não é uma ilha nessa situação. Assim como os milhões que o Governo Federal entrega para salvar montadoras e bancos, na educação a opção é salvar os grandes empresários do ensino. A palavra de ordem para eles é o desmonte da universidade pública, ampliar a mercantilização da educação, estrangular a assistência estudantil e perspectivas de permanência dos estudantes. A preferência pelo ensino privado não é novidade entre os governantes. A visão do ensino como negócio, adotada por Collor, FHC e Lula, além dos governos estaduais, permitiu um boom de universidades pagas. Cada vez mais o Estado se desresponsabiliza pela educação, e, além de dar incentivo aos donos das particulares, abre espaços de privatização nas públicas. Os projetos que aparentam ser democratizantes ao acesso na universidade, como Reuni e Prouni, não o são. Ambos planejam o aumento de vagas sem a garantia de qualidade no ensino, nem assistência estudantil. Os estudantes viram apenas estatística de campanha eleitoral.
Fato é que não foi tranquilo para os governos aprovarem esses processos. Apesar da inoperância da UNE, diversos setores do movimento estudantil resistiram à aprovação desses projetos ao longo dos anos.
Exemplo disso foram as greves estudantis em 98 e 2001 (era FHC) e as diversas ocupações de reitorias em 2007 (era Lula), contra a Reforma Universitária por todo o País.
A lição que devemos tirar desses movimentos é a necessidade de uma grande frente unitária dos estudantes, que faça lutas em conjunto com os trabalhadores em defesa dos empregos e do financiamento público na educação, além de pautas como o combate à criminalização dos movimentos sociais.
Se a UNE não faz, façamos nós!

Categorias: Porto Alegre

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