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agora é “DA LUTA NÃO ME RETIRO” pro DCE UFS
Outubro 31, 2009 · Deixe um comentário
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DCE-UEPG retorna à luta!
Outubro 31, 2009 · Deixe um comentário
Recentemente aconteceu o processo eleitoral do Diretório Central dos Estudantes da UEPG, e o resultado é bastante positivo para as forças de esquerda!
Chapa 1 - Outros Tempos – Despertar da Sonolência (Barricadas/PCB/Prestistas/PSOL/independentes): 606 votos (62,73%)
Chapa 2 – Em Defesa da UEPG (UJS/PCdoB/O Trabalho/Juventude Revolução): 360 votos (37,27%)
Nulos/brancos: 30
Parabéns aos lutadores e lutadoras que retomaram à militância combativa e de esquerda, o DCE da UEPG!
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(UFS) Discussão: papel das eleições do DCE
Outubro 14, 2009 · Deixe um comentário
o campo do movimento estudantil “Barricadas abrem caminhos” chama tod@s para este sábado (17/10), a partir das 9hrs, discutir o papel das eleições do DCE. Sintam-se todos convidados. O debate vai ser no prédio “Amadeus”, na Rua Lagarto, 1191, em frente a Telemar. Não tem erro. Seria bom se as pessoas confirmassem e pá…
Concordando com e-mails já enviados nas listas, nós do Barricadas achamos que o ME da UFS deve fazer essa discussão em uma reunião própria para esse debate e não somente que seja um ponto de pauta da plenária do ME UFS de quinta, pois esse debate é muito delicado e exige um tempo e reflexão maior, afinal a plenária tem outros pontos e o tempo não é tão grande assim. Entender a GRANDE importância dessa reunião, é entender que o movimento estudantil da UFS está se movimentando e questionando todas as esferas do poder da UFS, seja através de entidades ou de cargos, como os da reitoria.
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Tese Congresso UFPR
Outubro 7, 2009 · Deixe um comentário
Você pode já conferir mais uma formulação do Barricadas publicada aqui neste blog.
É a tese (ou pesquisa) feita ao Congresso de Estudantes da UFPR de 2009, que ocorreu entre os dias 1 e 4 de outubro.
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Plenária de Avaliação dos Cursos da UFS
Setembro 15, 2009 · 1 Comentário
Na quarta dia 16/09 vai acontecer a segunda plenária estudantil de avaliação dos cursos, ela será às 15hs entre os blocos departamentais 1 e 2 no campus São Cristóvão.
Segue reprodução do panfleto assinado e distribuídos por vários Centros Acadêmicos e coletivos.
Qual é a situação de seu curso?
A universidade pública brasileira está passando por diversas transformações: expansão, reestruturação das estruturas curriculares dos cursos, a tal “reforma universitária”… O governo propõe um modelo de avaliação chamado ENADE (Exame Nacional de Desempenho Estudantil), que pune os cursos mais deficientes com corte de verbas, quando o lógico seria aumentá-las, promove a concorrência entre as universidades através do ranqueamento, além de não avaliar todos os problemas dos cursos.
Sentimos que há uma precarização cada vez maior em nossa formação: faltam coisas fundamentais, como laboratórios equipados, livros na biblioteca, professores/as na sala de aula e um Restaurante Universitário de qualidade (na UFS, só o campus de São Cristóvão tem RESUN!).
Nós queremos propor algo diferente: que nós mesmos/as, estudantes, façamos a avaliação dos nossos cursos! O que falta em seu curso? Quais as dificuldades que você enfrenta na universidade para ter uma educação como gostaria? A assistência estudantil é satisfatória? Os laboratórios do seu curso têm equipamento? E o RESUN (iih, melhor nem falar!)? E os cursos novos, como andam as condições de estudo?
Vamos fazer um raio X da universidade com a nossa perspectiva, com a nossa voz e organizados unirmos forças pra construir soluções e conquistar melhorias, pois muitos dos problemas enfrentados em vários cursos têm a mesma raiz.
Vamos nos mobilizar já pela melhoria da Universidade!
Fica o convite: Plenária Estudantil de Avaliação dos Cursos
Quando? Quarta-feira, 16/09, às 15 horas.
Onde? Entre o Bloco departamental 1 e 2.
- Realização -
C.A’s: Arquitetura, Direito, Comunicação Social, Letras, Agronomia, Educação Física, Física, Psicologia, Enfermagem e Conselho de Residentes da UFS
Executivas de Curso: ENECOS (Comunicação Social), EXNEEF (Educação Física) ENEBIO (Biologia), ABEEF (Eng. Florestal), FEAB(Agronomia)
Coletivos: Uma Outra História, Geografia na Luta, Espaço de Vivência Agroecológica (EVA), Barricadas Abrem Caminhos, Reviravolta-ANEL.
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Barricadas Sergipe Convida: Dia do calouro 2009/2
Agosto 26, 2009 · Deixe um comentário
O campo Barricadas abrem caminhos convida a todos/as para participar dos debates do nosso dia do calouro que vai rolar na semana que vem, dia 02.
Serão dois debates sobre formação profissional que acontecerão no Auditório do CECH no campus São Cristóvão.
14hs – A formação profissional em Saúde.
19hs – Regulamentação da profissão e mercado de trabalho.
Até lá!!
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Balanço e perspectivas do CNE- Congresso Nacional de Estudantes
Julho 17, 2009 · Deixe um comentário
O campo Barricadas Abrem Caminhos vem por meio dessa nota, publicar a sua avaliação sobre o Congresso Nacional dos Estudantes, realizado entre os dias 11 e 14 de junho na UFRJ.
É importante lembrar
O Congresso Nacional dos Estudantes foi chamado a partir do Encontro Nacional de Estudantes (ENE), realizado em Betim (MG) no dia 4 de julho de 2008, quando reuniu cerca de 500 estudantes. Este tinha como um dos objetivos facilitar a participação de diversos delegados estudantes no congresso da Conlutas, que se realizaria nos dias seguintes, no mesmo local.
A participação estudantil na Conlutas, defendida pela principal força de ambos os espaços, o PSTU, contribuiu bastante para a consolidação de uma maioria/hegemonia por parte dessa força no espaço, ainda mais com as rupturas antes e depois deste episódio. Desse mesmo ENE, não participaram setores importantes da oposição de esquerda da UNE, por discordarem, entre outras coisas, do seu método de construção. É daí que surge o CNE.
Após a criação da Conlute (enquanto frente de atuação dentro da UNE) em 2004, e a criação da Conlute (enquanto alternativa oposta à UNE) em 2005, o movimento estudantil brasileiro se viu numa polêmica que parecia definidora de seus rumos. Em várias universidades do país e encontros do movimento estudantil de área, estava colocada uma polarização de ruptura ou não com a União Nacional dos Estudantes como discussão central da reorganização do movimento estudantil.
A Conlute, fundada enquanto alternativa oposta a UNE num encontro com cerca de 900 estudantes no Fórum Social Mundial, não conseguiu agregar demais setores durante a sua curta vida. A “polarização” entre romper ou não com a UNE, se traduziu na prática em divisão da esquerda no movimento estudantil. O reflexo da fragmentação foi sentido no cotidiano das lutas, nas disputas de entidades, no enfrentamento com as políticas privatizantes do governo Lula. O “novo movimento estudantil”, já propagandeado na época para justificar a existência da Conlute, demonstrou sofrer de velhice precoce.
Enquanto isso… a Reforma Universitária, iniciada no governo FHC com uma resistência ativa de diversos setores da esquerda, agora passeava sob a “vanguarda” que debatia a tal ruptura. Parte da esquerda do movimento estudantil, que entendia ser importante travar a luta contra a reforma universitária também dentro da UNE (cuja direção majoritária assumiu papel vergonhoso, e abandonou reivindicações históricas do movimento de educação, para defender as reformas de Lula), acabou comprando a lógica da polarização pelo aparato imposta pela postura sectária da Conlute, repetindo o erro de forma invertida. A soma das políticas de Lula, do entreguismo da UNE e a fragmentação da esquerda, contribuiu e muito para o crescimento dos setores governistas do movimento, principalmente nas universidades particulares.
Apenas em 2006, a Frente Nacional de Luta Contra a Reforma Universitária conseguiu reunir novamente os setores da oposição de esquerda da UNE e da Conlute. Conseguiu, durante um importante período, unificar o movimento estudantil através de uma política. Mas minguou posteriormente, também pelo debate do instrumento, da super-estrutura.
O que se esperava do CNE
Nós do campo Barricadas Abrem Caminhos nos dispusemos a participar do CNE, principalmente por acreditarmos na construção da unidade do movimento estudantil combativo, na defesa de um ensino público, gratuito, laico, presencial, de qualidade, a serviço dos trabalhadores e trabalhadoras.
Avaliamos, ainda, que este poderia ser um espaço de acúmulo de concepção de movimento, voltado a pensar de fato os desafios colocados pelos ataques do capital sobre a educação e a juventude, seus desdobramentos e nossos passos para rearticular a resistência.
Nossa movimentação partiu também da análise de que é preciso articular o ME por fora dos espaços da UNE. Acreditamos que o processo de reorganização deve dar-se forjando espaços autônomos (em relação aos governos, e também em relação aos partidos!) com uma perspectiva clara de combate ao capital, mas dentro de uma lógica de construção unitária e não fragmentadora e divisionista. Mesmo que façamos uma defesa da participação nos fóruns da UNE para a disputa dos estudantes lá presentes (e não pela disputa institucional, pelo vale-tudo-por- crachás ou pelo convencimento da direção majoritária), acreditávamos que esta diferença tática com setores presentes no CNE (que, em maioria, não participam dos fóruns da UNE), pudesse estar abaixo da concordância política e programática.
A perspectiva para o CNE, de nossa parte, era de debater a reorganização do movimento estudantil de maneira séria e aprofundada. Achávamos que a organização de um programa comum para o movimento estudantil poderia ser um passo importante na discussão sobre nossos instrumentos de luta.
Qual Base ???
O Congresso, que contou com cerca de 1350 delegados e delegadas, comprovou a possibilidade de construção de espaços do movimento estudantil por fora da UNE. Esse é seu grande mérito. Dentre os encontros realizados pelos setores da Conlute, este foi o mais numeroso. No entanto, é válido fazermos um comparativo numérico com os espaços da UNE.
O Conune, maior espaço da entidade, costuma juntar aproximadamente 4 mil delegad@s e 8 mil estudantes no total. A tiragem de delegad@s por universidade, tendo quorum mínimo de 5 % do total de estudantes matriculados, significaria que aproximadamente 4 milhões de estudantes estariam “representad@ s”. A expectativa da oposição de esquerda da UNE é de ter aproximadamente 400 delegad@s, sendo 400 mil “representad@ s”.
No CNE, a proporção era de 5 delgad@s a cada 300 votos, com quorum mínimo de 5 % por curso, e não por universidade. Isso significaria 81 mil “representad@ s” pelos 1350 delegad@s presentes (as aspas entre a palavra representad@ s significa nosso questionamento sobre a real dimensão de estudantes envolvidos, conscientes, ativistas de fato).
Esses são números meramente ilustrativos, e, portanto, não podem ser a base principal da argumentação de nenhum dos lados. Além disso, são números superdimensionados, em que pese a grande quantidade de fraudes, estudantes fantasmas, dupla representatividade, e outras habilidosas manobras de construção de hegemonias.
De fato, os grupos que se engalfinham da disputa da hegemonia burocrática da UNE (UJS, MR8, PT, PSDB, DEM, por exemplo), têm, com diferenças, crachás e mais crachás conquistados por vias mais corruptas e artificiais possíveis. Mas, comprova-se também a cada ano, que a presença da oposição de esquerda nessa disputa tem trazido muitos ativistas para o nosso lado da trincheira.
Nas eleições para o CNE em que estivemos presente, vimos que os debates foram abaixo do necessário para polarizar as universidades em torno de alternativas para o movimento estudantil. O debate entre a própria esquerda, ao mesmo tempo em que qualifica as diferenciações de concepção do ME, pecam muitas vezes por “falar para nós mesmos”, pois, neste caso, estamos lutando contra um inimigo que está ausente.
As eleições para o Conune geralmente são muito ricas e fundamentais do ponto de vista estratégico. O enfrentamento aos setores governistas facilita a interpretação para o conjunto d@s estudantes, de qual é a concepção de movimento a ser superada. Onde a esquerda se faz presente, essas eleições são fundamentais para impedir mais ainda o crescimento do governismo nas universidades, de apresentação de propostas alternativas para a educação e sociedade. A abstenção destes processos é uma abertura de portas das universidades onde há militância de esquerda ao avanço neoliberal.
Organização do Congresso
Sabemos as imensas dificuldades existentes na organização de congressos estudantis independentes e autônomos. Por isso, de cara refutamos as críticas clientelistas sobre o espaço, e também as oportunistas sobre as mudanças na programação, etc.
No entanto, na nossa opinião, alguns erros metodológicos foram cometidos, e os prejuízos aos debates foram sentidos. A nossa intenção em apontá-los é de provocar reflexão sobre a prática balizada em uma concepção de movimento.
Uma rodada de GDs, por exemplo, onde havia 18 sobre Ensino público/conjuntura, 1 de Ensino privado/conjuntura, 1 de Combate às opressões e 1 de Cultura, foram claramente insuficientes para aprofundar uma série de debates presentes no nosso cotidiano. O ensino à distância, o ProUni, o Enade, as opressões às mulheres, negros e negras, GLBTT, em grupos separados, obviamente contribuiriam mais para a formulação do tão desejado programa do movimento para enfrentamento da crise.
Nos moldes como ficaram, foi completa a predominância do debate simplista de criação de uma nova entidade para resolução de todos os problemas estudantis. Além disso, as mesas de debate que foram canceladas e o “tempo ocioso” ocupado por atividades de comemoração de 15 anos do Pstu, são exemplo também de uma inabilidade do grupo político majoritário no congresso para conseguir aprovar a sua política principal.
No início da plenária final, outra demonstração de ansiedade hegemonista. Alguns grupos apresentaram uma questão de ordem pedindo que as votações sobre conjuntura, educação, e demais resoluções políticas, fossem realizadas antes da polêmica sobre o instrumento de luta.
Mesmo sabendo que estariam prestes a aprovar uma nova entidade sem programa político, integrantes do Pstu foram ao microfone dizer que este tipo de proposta tinha intenção de tumultuar o vitorioso congresso. Em uma metáfora, seria como se o dono de uma festa de debutante esbravejasse aos convidados, que aqueles que não dançassem a valsa na hora que ele quisesse, estariam lá estragando a sua festinha.
O baile então se tornou uma festa à fantasia. A plenária, daquele momento em diante, passaria a definir coisas sobre a própria ANEL. Nós do campo Barricadas abrem caminhos, despidos de máscaras de palhaço, nos retiramos do plenário após a votação da nova entidade. É de responsabilidade principalmente d@s integrantes da tese “Outros maios virão”, que mesmo sabendo da divergência entre vários participantes do CNE, eles tenham escolhido jogar fora aquela oportunidade de uma construção unitária.
A proposta aprovada vai no sentido oposto do esforço das organizações sindicais em fundar uma nova central unificada. Os métodos que vimos no CNE pelo grupo majoritário, são – e ficaram muito evidentes para tod@s @s presentes – semelhantes aos encontrados na UNE.
Existe um “novo movimento estudantil”?
Se a resposta for positiva, este “novo movimento estudantil” com certeza não era majoritário no CNE. Questionamos, portanto, se essa é uma caracterização real de algo inédito que está em surgimento, ou se é apenas um slogan reciclado para justificar uma concepção.
O principal argumento utilizado para comprovação desta renovação completa do movimento são as ocupações e lutas travadas em 2007. A partir da análise de que as ocupações aplicaram métodos diferenciados e linha política radicalizada, a tese “Outros maios virão” reafirma a necessidade desta nova entidade.
Na nossa avaliação, certamente as últimas grandes mobilizações estudantis demonstraram novas características. No entanto, algumas delas se confrontam com a própria prática do Pstu. Viu-se nas ocupações, por exemplo, um rechaço grande à União Nacional dos Estudantes. Mas, não só. Havia uma desconfiança muito grande a qualquer entidade nacional “representativa”, como a própria Conlute, que se apresentava enquanto alternativa. Pouco se vê nas bases estudantis, inclusive, sequer alguma disposição ou apropriação do debate de entidades nacionais.
Foi evidente em algumas ocupações também, grandes conflitos com práticas antigas, como o parlamentarismo estudantil, o aparelhamento, o dirigismo, o oportunismo, etc. Infelizmente, muitas dessas críticas corretas acabavam sendo transformadas num sentimento de “fora partidos/grupos organizados”. Obviamente, discordamos dessa ligação automática do problema na relação partido-movimento, com os demais problemas. As organizações, muitas vezes são sim responsáveis por essas práticas, mas é um absurdo completo, autoritário e simplista, criminalizar os estudantes organizados.
De qualquer forma, achamos que o movimento estudantil deve de fato levantar essas questões para a reflexão, e não escondê-las. Se elas existem, tiveram origem em algum lugar. O aparelhamento de organizações sobre o movimento é um problema concreto, que existe, se repete, e as críticas a isso se fizeram presentes nas ocupações. A lógica dirigista, enraizada num entendimento dos demais estudantes como “massa acéfala”/”estudante-crachá”, também. A tal democracia e os novos métodos, na hora do vamos-ver, estiveram ausentes em muitas ocupações.
Para nós, um “novo movimento estudantil” só poderá ser considerado como tal, no momento que superarmos diversas destas questões. A nossa tarefa é construir espaços sinceros para que isso aconteça, que compreendam balanços e avaliações aprofundadas sobre as nossas práticas e políticas anteriores, para evitar cometer os mesmos erros do passado. Não se viu nenhum balanço sério sobre a própria Conlute. Ela era “A” alternativa a meses atrás. De repente, ninguém sabe, ninguém viu. O exercício da auto-avaliação também faz bem para o movimento de vez em quando.
Outro elemento presente no slogan máximo do CNE é a percepção de que existe um grande ascenso do movimento. Também ponderamos essa visão. De fato, as mobilizações contra o Reuni, redesenhos e repressão conseguiram impor para toda a sociedade o problema da universidade no país hoje. Mas, se há um ascenso hoje, infelizmente continua sendo o do capital.
O movimento estudantil e a classe trabalhadora como um todo vivem um período duríssimo de retirada de direitos (mesmo nos marcos da democracia burguesa), de reestruturação produtiva (também na universidade), de enorme repressão, etc. O momento agora é sim de reorganização da esquerda, e esse processo tem construído resistências muito importantes. Mas não é secundário o fato de todas as nossas reivindicações serem de defensiva. São reflexo da nossa conjuntura.
A mesma proporção de poder do governo Lula (pela altíssima popularidade, conciliação com a direita mais atrasada, submissão ao capital internacional, cooptação de movimentos) serve de parâmetro para os prejuízos à classe, à juventude e aos socialistas de modo geral. O “novo movimento estudantil”, para ser novo de fato, precisará ser a síntese de um programa anti-sistêmico construído por tod@s aqueles e aquelas em luta hoje contra os efeitos da crise na educação e na sociedade como um todo.
Perspectivas
O movimento estudantil existente (dentro desta lógica, o velho) foi insignificantemente citado no CNE. Uma das grandes ferramentas reais de articulação estudantil, o Fenex (Fórum de Executivas e Federações de Curso), parecia não existir no CNE. Sendo que este, durante bom tempo, foi quem tocou as principais lutas unitárias do ME combativo por fora da UNE e tem demonstrado inserção de base nos seus espaços.
É necessária uma organização nacional do movimento estudantil combativo? Sim. Por dentro da oposição de esquerda da UNE ou da ANEL? Ambos são parte do processo de reorganização. Na nossa opinião, existem condições reais de unificarmos estes setores em um mesmo fórum de mobilização. Se temos uma diferença tática grande, o que nos unifica? A política e as linhas gerais do programa. Como superar essas divergências? Na luta concreta e cotidiana.
Ouvimos algumas críticas no CNE sobre a nossa proposta do Fórum, principalmente entorno de sua “fragilidade organizativa”. As frentes unitárias, como foi a Frente de Luta Contra a Reforma Universitária, pecaram neste sentido e nós temos concordância. Erraram muito, e morreram quando tentaram avançar mais do que era possível, dada a fragilidade que está colocada nas relações entre os setores da própria esquerda (e não só no instrumento da Frente em si).
Ou assumimos estas divergências e as superamos dentro das condições atuais, ou cairemos num período assustador em que iremos nos dividir diante de uma crise perigosíssima. O desgaste das nossas forças nessa disputa em torno da razão absoluta, de quais instrumentos devemos construir (no pior estilo “pra que time você torce”), contribuirá bem menos para a reorganização do que a unificação de nossa combatividade no seio do movimento.
Nós acreditamos que a proposta da ANEL, além de errar originalmente em seu modo de construção, não contempla as demandas para a organicidade necessária. Reflexo disso, por exemplo, é sua composição ser mais reduzida que a própria Conlute. É grande o risco de ela deixar de existir de repente, até que outra nova entidade apareça como solução messiânica da luta estudantil. E aí descobriríamos o que vem depois da tragédia e da farsa na História.
Também alertamos que a oposição de esquerda da UNE não pode cair no jogo da polarização instrumental. Mesmo enxergando a ANEL como uma proposta sectária e de auto-construção, achamos um erro se trancar mais à agenda da UNE e se negar a debater com @s estudantes que construíram o CNE. Ainda mais porque @s militantes insatisfeit@ s com a proposta de nova entidade compunham a maioria das teses, ou simplesmente expressaram essa opinião no próprio CNE.
Queremos debater com tod@s aqueles dispost@s a se articular nacionalmente, a partir de um recorte claro: a luta irredutível contra a mercantilização do ensino, anti-capitalista, e, portanto, de oposição ao governo Lula. A nossa proposta é a organização de um fórum de mobilização estudantil interligado principalmente nas lutas estaduais e locais, unitário e democrático, e que consiga impulsionar e aglutinar forças nesta longa batalha. Que consiga a partir dessas experiências, construir articulações nacionais, espaços de debate, campanhas, etc. Sua organicidade estará no programa. E, só aceitando as dificuldades atuais da luta de classes, conseguiremos apontar para alguma alternativa real do movimento estudantil. Não temos uma resposta pronta e nem achamos que a temos. Por isso, estamos abert@s ao debate e sempre dispost@s a lutar.
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Panfleto dos Barricadas para o CONUPE – Congresso da União Paranaense de Estudantes
Junho 20, 2009 · Deixe um comentário
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Barricadas agradece (e) convida: ato contra as FeDP
Junho 8, 2009 · Deixe um comentário

Barricadas Abrem Caminhos
Agradece
A todos os estudantes da UFPR que ajudaram nas eleições ao Conune com campanha, sendo mesários, votando em nós ou nas outras chapas e mesmo participando dos debates.
O resultado foi:
Barricadas – 656 votos – 13 delegados
Caça Fantasma - 314 votos – 06 delegados
Mudança - 119 votos – 02 delegados
Mas a eleição é o menos importante
Muito mais valioso do que o voto, vem agora a mobilização sobre essas pautas.
Por isso convidamos todos a nesta terça-feira (09) às 9h30 participar de um ato contra as Fundações Estatais de Direito Privado. Lá na Santos Andrade.
Vamos protestar contra essa medida e exigir a gratuidade do HC e da UFPR

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Carta pública do Barricadas: Porque participaremos do Congresso Nacional da UNE e do Congresso Nacional de Estudantes
Abril 14, 2009 · 3 Comentários
Carta pública do
Campo Barricadas Abrem Caminhos:
Porque participaremos
do Congresso Nacional da UNE
e do Congresso Nacional de Estudantes.
“Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar.
É da empresa privada o seu passo em frente, seu pão e seu salário.
E agora não contentes querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que só à humanidade pertence.”
Bertold Brecht
O ano de 2009 traz para o movimento estudantil novos e velhos desafios, desde o processo da reforma universitária até a atual crise econômica que está levando os centros da economia mundial à recessão, e que, no Brasil provocou até agora 8.800 demissões por dia.
O processo de reforma universitária, especialmente a partir do governo Lula, cindiu o movimento de educação. Com a adesão do PT e do PC do B ao projeto do Banco Mundial para a educação no Brasil, a maior parte de um movimento já burocratizado deixou de reivindicar o que os movimentos sempre defenderam. Assim, a reestruturação da universidade brasileira, alinhada às necessidades do mercado, atingiu uma lógica mais predatória do que nunca, de flexibilização, precarização e retirada de direitos dos trabalhadores. Exemplo disso foi a aprovação do REUNI em todas as universidades federais, após um longo pacote de medidas do Governo Lula.
O desmonte da educação iniciado no governo FHC e aprofundado no governo Lula, dificultou ainda mais a reorganização do movimento. A ruptura com a UNE, por parte do PSTU, e a construção da Conlute, polarizou o movimento entre os setores que estavam na UNE e os que estavam fora. Isso enfraqueceu a já pequena resistência que havia, ao ressaltar o que nos dividia e não o que nos unificava: o combate à política do Governo Lula para a educação.
A própria lógica da disputa, de ultimatos e de construção da “unidade” por chamados – e não através de debates, do esforço de construção de sínteses, de relações concretas no dia-a-dia – fez com que houvesse um afastamento ainda maior entre a esquerda.
Nesse sentido, a formação da Frente de Luta contra a Reforma Universitária, ao final de 2006, foi uma vitória do movimento estudantil, quando, enfim, os diversos campos da esquerda, fora e dentro da UNE, se reuniram num espaço comum, para traçar iniciativas de construção conjunta nas universidades.
A luta contra o REUNI e contra reformas prejudiciais nas universidades privadas, com sua onda de ocupações por todo o país como um ápice desse processo, mostrou que a unidade do movimento estudantil combativo é uma condição fundamental para articularmos qualquer resistência séria. No entanto, mesmo sob uma série de lutas feitas de forma unitária nas universidades, a Frente de Luta contra a Reforma Universitária se esfacelou e os diversos setores que a compunham se dispersaram em iniciativas isoladas.
No entanto, diversos espaços igualmente válidos de reorganização do movimento se apresentam hoje, com aspectos e demandas diferentes. O Fórum de Executivas e Federações de Cursos (Fenex), como espaço de articulação dos movimentos de área através de suas federações e executivas, propiciando um debate entre a pauta do ME e uma pauta geral da sociedade, além de uma perspectiva geral para o movimento de área; os Encontros de Juventude do Campo e da Cidade, impulsionados pela Via Campesina, que aglutinam jovens de importantes setores, movimentos sociais do campo e movimentos estudantis da cidade; os espaços da UNE, como o Coneb e Conune, que aglomeram milhares de estudantes onde a esquerda sequer tem acesso; e o Congresso Nacional de Estudantes. Este, mesmo que tenha sido chamado de forma unilateral pelo PSTU – corrente majoritária neste processo – é um espaço importante da reorganização de uma parte do movimento que reconhece acertadamente que a organização da resistência e a luta se dará também por fora da UNE (como foi a Frente de Luta). Para nós, este Congresso seria mais legítimo se tivesse sido construído amplamente com outros setores, de dentro e fora da UNE, assim como hoje está sendo feito no movimento sindical para construção de uma nova central.
Reconhecer a importância do CNE não implica nossa ruptura com a UNE. Aliás, somos “rompidos” com a linha da direção majoritária desde que existimos enquanto Barricadas. Sempre executamos nossas ações independentemente das posições da direção da UNE, e, além disso, não nos dedicamos à disputa do seu aparelho. No entanto, não deixamos de disputar os fóruns da UNE, que reúnem muitos estudantes, nem deixaremos de fazer um duro embate com os setores dependentes – política e financeiramente – do governo federal. Para nós, a disputa desses espaços se dá nas discussões, tiragem de delegados, conversas paralelas nas instâncias da UNE; essa, para nós, é a disputa central. Sabemos que não iremos ser a direção formal dessa entidade mas entendemos que é importante marcar presença em seus fóruns.
É importante ressaltar que vamos ao CNE, mas temos desacordo com a possível criação de uma “nova entidade dos estudantes”, justamente por acreditarmos que neste momento, tal política seria desfavorável à construção da unidade e retrocederia o movimento a um patamar anterior – assim como fez a Conlute.
Refutamos veementemente a tese de que a desarticulação do movimento estudantil se dá apenas pela falta de um instrumento. O debate de entidades e ferramentas de luta deve ser feito de maneira completa, de modo a superar a tradição burocrática e aparelhista muito praticada pela própria esquerda nas universidades a fora, responsável inclusive pelo afastamento de diversos militantes independentes. Além disso, compreendemos que vários setores que não vão ao CNE devem estar inseridos nesse debate, como os campos da oposição de esquerda da UNE. Não participaremos da construção de nenhum instrumento que contribua para uma maior fragmentação da esquerda.
Para construção efetiva das lutas é preciso também que os campos Vamos à luta, Levante, Contraponto, Romper o dia, e os demais camaradas que compõem a oposição de esquerda na UNE, se debrucem mais na construção das lutas unitárias por fora da agenda da UNE. A disputa somente nestes espaços será insuficiente para o enfrentamento da crise. Nesse sentido, também cobramos um maior esforço para construção de espaços unitários de fato.
A luta do movimento estudantil está ligada diretamente à luta dos trabalhadores, portanto, o debate de reorganização da esquerda deve ser feito de maneira casada. O acompanhamento do Fórum Nacional de Mobilização, assim como uma participação de peso nas mobilizações contra os efeitos da crise, são tarefas colocadas ao movimento estudantil combativo. A unidade na ação nos ajudará na unidade programática.
O movimento estudantil, assim como o movimento social em geral, não concluiu ainda o seu ciclo de reorganização: é preciso lutar para que os erros sectários cometidos no passado não se repitam, seja pela capitulação ao projeto da elite e do capital, seja por políticas que dividem os que não se renderam a esse projeto, e continuam de alguma forma na resistência.
Em 2009, a crise já bate com força, mesmo em seus desdobramentos iniciais. Pacotes bilionários já foram lançados pelas principais potências do capitalismo para salvar os bancos e várias empresas, dando exemplo de que é com o dinheiro e os direitos do povo que eles vão pagar a conta da crise, para que os ricos continuem com sua margem de lucro. Isso significa que se a educação já sofria ataques violentos, a agenda do capital para a universidade vai cobrar dela uma conta ainda maior.
Sabendo que encontrará resistência, a elite já desencadeia há um bom tempo uma onda feroz de criminalização contra os movimentos sociais combativos e contra os pobres. Demissões de trabalhadores do movimento social e sindical em todo o país, pelos diversos governos, estaduais e federal, e empresas; a onda fascista contra o MST, iniciada no Rio Grande do Sul, e encampada pela mídia grande de todo o país; a cassação do registro sindical do Andes; a política de extermínio da juventude no país, principalmente da juventude negra, nas periferias das cidades; a criminalização cada vez maior de condutas, e a política de tolerância zero e encarceramento dos pobres. E os diversos processos criminais contra estudantes que fizeram lutas.
Nas universidades públicas, o corte de verbas será a resposta dos governos à crise. Seja por demissões, por redução de investimentos, por corte de direitos ao acesso e permanência dos estudantes. Nas pagas, o cenário também é tenebroso. Os donos das empresas de educação já pedem socorro ao BNDES, enquanto o aumento da inadimplência é crescente, o aumento da mensalidade idem, e as dificuldades com transporte, moradia e saúde só dificultarão mais ainda a manutenção dos estudantes na universidade.
Nenhum espaço de reorganização do movimento, seja sindical, social, ou estudantil, tem a resposta para os desafios e dilemas que se colocam diante de nós: é necessário construir sínteses! Por isso participaremos do Congresso Nacional dos Estudantes, do Congresso Nacional da UNE, e dos espaços que representem diferentes sensibilidades da reorganização do movimento estudantil e de juventude em geral.
Queremos discutir com todo o movimento estudantil e juventude de luta deste país a necessidade de construção da unidade para enfrentar os efeitos da crise e a reforma da universidade, e de uma síntese que seja capaz de fazer o movimento estudantil resgatar seu potencial contestador e revolucionário.
Campo Barricadas Abrem Caminhos
http://barricadasabremcaminhos.wordpress.com/
Abril de 2009
Categorias: Movimento estudantil




