Com a onda de demissões que assola o país, é colocada a necessidade crucial de meios e ferramentas que possam unificar os trabalhadores. Em nosso caso específico, os estudantes.
Sendo assim, devemos construir e participar de todos os espaços onde hajam pessoas dispostas a resistir e enfrentar os ataques do capital.
O ano de 2009 é decisivo para o Movimento Estudantil. Teremos dois congressos do setor. Um em junho, chamado por algumas forças políticas da oposição de esquerda da UNE e outras que romperam com a mesma, intitulado de Congresso Nacional dos Estudantes (CNE). Já no mês de julho ocorrerá o Conune, que é o principal fórum deliberativo da UNE.
Nós, do campo Barricadas Abrem Caminhos, participaremos dos dois espaços por entendermos que a unidade de todos os setores combativos, que não são capachos do governo federal, é vital para o enfrentamento à crise.
Entendemos que praticas sectárias resultarão em derrotas. Logo, não romperemos com a UNE e somos contra a idéia imediata de fundação de uma nova entidade nacional representativa dos estudantes.
Com isso, convidamos todas e todos para a construção de uma tese para ambos os congressos que discuta o Movimento Estudantil em geral e não o “aparatismo” (entidades).
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A FEMEH é um instrumento de organização do movimento estudantil de história que tem papel importante para o envolvimento dos estudantes de sua respectiva área questões gerais.
Temos duas bandeiras históricas: uma é a abertura dos arquivos da ditadura militar – pois se trata de direito a memória – e a outra é a defesa da regulamentação da profissão.
Porém, a realidade hoje mostra que nossa Federação está enfrentando grandes dificuldades para responder as suas necessidades. A FEMEH, ao nosso ver, vem se afastando mais e mais da base. Suas articulações estão quase que restritas aos encontros (ENEH’s e EREH’s).
Em nosso entendimento, isso é reflexo de problemas como falta de política financeira e de comunicação, dificuldades na realização dos conselhos de base e a baixa participação da FEMEH de forma protagonista na construção dos encontros. O resultado disso é a perda de referencial da Federação pelos estudantes.
Na região nordeste essas dificuldades são mais latentes. Lá, por exemplo, não houve realização de nenhum conselho regional para se discutir o EREH, isso comprometerá a participação dos estudantes no encontro. E, além disso, a Fundação Santo André, que sediaria o EREH Sudeste, não teve condições de realizar o encontro, e a coordenação regional não se pronuncia sobre essa situação.
Mas, o que devemos fazer?
Como acreditamos na importância da FEMEH como instrumento de organização, propomos:
- A criação de GT que discuta o histórico do MEH, no intuito de acumular a cerca do tema para ser pautado em todos os espaços que envolvam a FEMEH;
- Iniciar debates sobre de transformação da Federação em Executiva, buscando diálogo com a ENECOS (comunicação), ENEENF (enfermagem) e EXNEEF (educação física);
- Promover Cursos de Formação Política a nível regional, além dos EREH’s e ENEH’s;
- Discutir novo formato de nossos encontros para superarmos o atual quadro de esvaziamento dos espaços;
- Iniciar debate sobre política de financiamento para garantir a realização das atividades e lutas puxadas pela FEMEH;
- Desenvolver política de comunicação, como: mídias que superem as listas virtuais de discussão; elaboração de cartilhas que mostrem as posições da Federação e criação de jornais e site;
- Que nos encontros da FEMEH haja espaço para que as escolas levem seus currículos e poçam debate-los, para assim formular a respeito da qualidade da formação do historiador. Além disso, fazer a discussão sobre a dicotomia entre licenciatura e bacharelado.
- Criar seminários de discussões sobre a abertura dos arquivos da ditadura militar articulados em conjunto com grupos que defendam a mesma bandeira, como o “Tortura nunca mais”.
Não podemos ficar parados! A crise chegou ao Brasil e todos nós, estudantes e trabalhadores, sofreremos fortes ataques! Vamos reestruturar a FEMEH e torna-la mais atuante!!!
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